sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Verbo do meu verso


O verbo do meu verso, o verso do meu verbo, que não conjugo, que não rima, métrica que já foi perfeita..desfeita, o verbo do meu verso!!!
O verbo que já foi divino, no meu verso rimado. Agora, meu verso é avesso, meu verbo...calado!
Minha rima já não tem métrica, meu verbo não tem conjunção. Minha rima não tem poeta, meu verbo...perdeu a ação!
o verbo do meu verso principio meio e fim, meu Alfa, Omega e Beta, que ainda se conjuga em mim
Métrica perfeita adormecida, poema, epopéia em minha vida
E sigo conjugando meu verbo, transitivo direto de ligação.
Mesmo imperfeito em seu pretérito. Será eterno nos meus versos, o meu mais que perfeito na minha oração.
O verbo do meu verso, tente ser irregular mas pleno em flexão, de transitiva semântica
o verbo do meu verso,de primeira conjugação, se faz com terminações românticas
e assim eu vou versando com o verbo que a ti proponho
as vezes me pego conjugando o teus verbos no meu vocabulário mais tristonho
E sigo sonhando e acordado, conjugando seu verbos em minha vida
No passado, presente ou futuro, estas sempre a terminar minha rimas.
Do muito que um dia já tive, eu sei, hoje é pouco o que disponho.
É triste tua ausência nos meus dias. Mas me alegro em conjugar-te em meus sonhos.