terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Historia de um amor confuso em 3 atos ou de como um amor não deve ser amado


ATO I – INÍCIO

Nascia então o Amor
Entre olhares, sorrisos e gestos.
Mesmo em local improvável
Espalhava-se em manifestos
Não se continha
E nem queria ficar quieto...

A fase era de intensidade
Presença inundada de saudade...

Reinava então o Amor
Mesmo nas dificuldades
Sem se ver uns dias
Tudo era só alegria

Mas a noite que vinha descendo
Sobre o amor que ia vivendo
Foi mais forte, mais escura,
E para dor que veio a seguir
Nunca se teve remédio e nem cura

ATO II – COVARDIA

Confuso ficou o Amor
Desorientado e só
Tudo que ele viveu
De repente se fez um nó
O sorriso desapareceu
A alegria também fugiu
Logo seu castelo de areia, ruiu,
E todo sonho sonhado
Com intensidade e zelo
Transforma-se em pesadelo
Vazio em forma de medo...

E as promessas,
Palavras jogadas ao vento
Que não tinham nenhum sentimento
Que nunca teve valor
Nem mesmo a palavra Amor...
Tão banalizada
Tão batida e tão fraca
Falada e usada
Feito carne de vaca...

ATO III ACREDITAR, JAMAIS?

E aqui esta o Amor
Sofrendo algo que nunca existiu
Partida de quem não partiu
Saudade de quem não merece.
Diz para ele a Razão:
- Eu te avisei, esquece;
Mais uma vez mal amado
Calado, deixado de lado.
Inquieto, quem sabe ate louco.
Sabendo que desta tragédia
Morreu ele mais um pouco

Gilson Costa