sábado, 8 de outubro de 2011

Hora de amor





Vem,

Adormece encostada a este braço

Mais débil do que o teu.

Entrega-te despida

Nas mãos dum homem solitário

Que a maldição não deixa

Que possa nem sequer lutar por ti.

Vem,

Sem que eu te chame, ou te prometa a vida.

E sente que ninguém,

No descampado deste mundo, tem

A alma mais guardada e protegida.



Miguel Torga