terça-feira, 24 de abril de 2012

Bem no fundo




No fundo, no fundo,
Bem lá no fundo,
A gente gostaria
De ver nossos problemas
Resolvidos por Decreto

A partir desta data,

Aquela mágoa sem remédio
É considerada nula
E sobre ela - silêncio perpétuo

Extinto por lei todo o remorso,

Maldito seja quem olhar para trás,
Lá prá trás não há nada,
E nada mais

Mas os problemas não se resolvem,

problemas têm família grande,
E aos domingos saem todos passear
O problema, sua senhora
E outros pequenos probleminhas.


Paulo Leminski

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Fluxo...



Amores chegam
E amores se vão

O coração,
Feito estação de trem
Às vezes esta mal, às vezes bem

Encontros e despedidas
Voltas e idas

Queremos algo definitivo
Não apenas o lenitivo
Para nossa inquieta solidão

Amores chegam
Amores se vão,
Uns deixam marcas
Profundas
Outros não

Gilson Costa 

domingo, 15 de abril de 2012

...MORRO, POR PARTES DE MIM...




A melhor parte de ti, ausente
É poder sentir-te…
…Ter-te, como te sinto… Iminente
A um passo de mim, respirar-te…

É como num trilho, seguir-te
Em suaves tons, tocar-te
Da boca ao ventre… inventar-te
Na exuberância das cores… Possuir-te…

É como banir-te e voltares, memória em esboço
Esperar-te na história, magia que me prende
Ouvindo a voz que até ti me leva, sem esforço

E sem tempo, sem culpa ou demora
… Tendo-te, assim, tão iminente
É no fim, que esta ausência de ti… me devora!

Rzorpa

Existiu...existe!


Existiu uma lembrança
 que ha muito tempo não havia
 Senti uma esperança
 que ha muito tempo não sentia

  Bateu em minha porta
  sua suave brisa
  se era passageira
  ir embora, já não mais queria.

  Existiu um beijo
  que eu ainda não te dei
  ha todo o meu amor
  que eu ainda, por você, não amei

  Existiu uma historia
  que ainda não foi escrita.
  há uma mulher
  que pra mim hoje é bendita

  Bendito os beijos tos teus lábios
  bendito o abraço que falta me faz
  bendito o carinho que me oferece
  e os momentos que ela me da paz

  Ha uma canção que ainda não foi cantada
  ha minha alma, vagando pela madrugada
  ha uma certeza que não será mudada
  Hoje..eu sem você...sou nada

Gilson Costa

Em você vi Poesia


Em você vi Poesia
Em seu sorriso
em seu olhar
em sua alegria,


Em você vi Poesia

na sua vida
em sua alma
em seu coração

na sua melodia

Em você vi Poesia

E a cada parte do teu ser
que aos poucos eu conheci
eu via a poesia
e não era de tristeza
nem de dor
poesia que falava de amor
em uma intensa autenticidade 


Gilson Costa

Fez-se você em minha vida



Então se fez você em minha vida

musica, sinfonia preferida
tomou conta do meu universo
fez-se das minhas noites, versos

No principio dancei de forma contida

com medo de tua despedida
e nos meus sonhos mais intensos
quis ter 
você , fui pretenso

E logo sua vida foi me dominando

e seu ar ia respirando
pisava nos caminhos, que 
você ia andando
e tua intensidade de vida, fui amando...

Amei todo seu carinho

amei-te feito um menino,
e protegido estava da dor
pois vivia de 
você  amor...

E fez 
você nas minhas poesias
poemas, refrões, fez-se minha rima
palavras que brotam do coração
fez 
você  a minha gde paixão
E hoje guiado por tua luminosidade
vejo sonhos tornarem realidade
e so me resta a ti agradecer
obrigado por me ensinar a viver!


Gilson Costa

PRECISO DE VOCE AMOR MEU


Já esgotei todas as minhas palavras...
Transformei-as em heteronímia... Desgastando minhas rimas...
Já acabei com todos os meus versos, pois
dizer eu te amo já não basta...não é nada
diante do que sinto dentro de mim...sem fim

Já esculpi todas as esculturas em bronze ou em alto relevo
Entreguei-me entreguei a esta obra sem medo
já pintei os quadros mais belos
e fui por muitos considerado louco,
mas dizer..apenas eu te amo... Hoje pra mim é pouco...!

Já inventei todas as invenções que podia
Já mandei apagar o sol...parar o dia
coisas que me fizeram sonhar... Voar
Decifrei todas as equações em minha mente
Te senti no passado..te conjuguei no meu presente,
mas dizer apenas eu te amo... é algo diferente
é tudo, abrangente, corpo, alma e mente
Infinito... Incondicional... É meu bem....é meu mal
mal quando não tenho teus lábios p matar minha sede
quando tenho a certeza que não tenho você
Esta incerteza é meu mal, meu sofrer.

Já esgotei todo meu vocabulário...
Rezei todas as preces... Com meu escapulário
e assim fiz de você ... Minha religião
e te amei sem pudor...me entregando a paixão
mas dizer apenas eu te amo é sacrilégio
é não fazer jus a este imenso sentimento, ao ser amado
é não amar na plenitude...é como viver...em meio ao pecado

NÃO PRECISO APENAS DOS  TEUS BRAÇOS...CORPO...BEIJOS

PRECISO DE SUA ESSÊNCIA... SUA VIDA... SUA ALMA, EM MIM, NA MINHA VIDA!


Gilson Costa

Amor total...


Qual é a minha culpa
se seu por inteiro te conheço?
Ser anjo, ser amante
em tua vida eu mereço...

Quem passou e não a viu
não sabe os tesouros, não descobriu
o que é a tua essência
Filosofia, vã ciência...

Tiveram a chance de te conhecer
ver a luz que vem do teu ser
alem de te amar...
luz que não veio me cegar

Desfrutar tua liberdade
tua vida e intensidade
te amar
de verdade

Hoje em meio ao fel
volto meus olhos para o céu
tentando encontrar tua beleza
um mortal...amando uma deusa


Gilson Costa 

Seu olhar em mim...


Escrevi meus projetos no papel, refiz minhas metas e planos, mas ao ver teu olhar em mim, desfiz-me em poesia.

Gilson Costa

sábado, 14 de abril de 2012

Não alimento mais minhas esperanças!


Não alimento mais
                      minhas esperanças,
as mantenho calmas
                      ao meu lado,
mas não faço mais banquetes,
onde elas empanturravam-se
e bebiam tanto
                     deixando-me tropego
                     quando partiam...

Não faço mais festas
                            para as minnhas esperanças,
mas mantenho-as aqui,
afinal,sem esperança ninguem vive.
E sem as confundir com ilusão 
                             algumas estão guardadas,
esquecidas esperanças que se tornarem realidade,
tudo bem...

Não alimento mais as minhas esperanças
                                  também não as abandono,
porque... Afinal são as útimas que morrem!

Gilson Costa

Fez-se você em minha vida



Então se fez você em minha vida

musica, sinfonia preferida
tomou conta do meu universo
fez-se das minhas noites

intensos versos.

No principio dancei de forma contida

com medo de tua despedida
e nos meus sonhos mais imensos
quis ter você, fui pretenso.

E logo sua vida foi me dominando

e seu ar ia respirando
pisava nos caminhos, que você ia andando
e tua intensidade de vida, fui amando...

Amei todo seu carinho

amei-te feito um menino,
e protegido estava da dor
pois vivia de você, amor...

E fez você nas minhas poesias

poemas, refrões, fez-se minha rima
palavras que brotam do coração
fez você a minha grande paixão,

E hoje guiado por tua luminosidade
vejo sonhos tornarem realidade
e so me resta a ti agradecer
obrigado por me ensinar a viver!


Gilson Costa

sexta-feira, 13 de abril de 2012

TEU OLHAR DIZ SIM BY Marcial Salaverry


Dizes não querer-me assim,
mas teu olhar diz sim...
Tudo mostra nosso olhar,
se estamos a amar,
ou se estamos a odiar...
Não se pode negar
a indesmentível força do olhar...
Olhares que são como beijos,
transbordantes de carinho,
mostrando o caminho
para o amor e o desejo...
Um olhar penetrante,
um olhar muito amante...
Seu olhar conquistador,
conquistou meu amor...
Um olhar feiticeiro,
um sorriso tentador,
conquistando por inteiro
todo meu amor...
Tentastes dizer não,
mas teu olhar revelou teu coração...


Marcial Salaverry

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Quem ama inventa

Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!


Mario Quintana

Sentidos (Zélia Duncan)



Não quero seu sorriso
Quero sua boca
No meu rosto
Sorrindo pra mim


Não quero seus olhares
Quero seus cílios
Nos meus olhos
Piscando pra mim


Transfere pro meu corpo
Seus sentidos
Pra eu sentir
A sua dor, os seus gemidos
E entender porque
Quero você!


Não quero seu suor
Quero seus poros
Na minha pele
Explodindo de calor.



Questão de pontuação

Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:
que viva em ponto de exclamação
(dizem: tem alma dionisíaca);

viva em ponto de interrogação
(foi filosofia, ora é poesia);
viva equilibrando-se entre vírgulas
e sem pontuação (na política):

o homem só não aceita do homem
que use a só pontuação fatal:
que use, na frase que ele vive
o inevitável ponto final.
João Cabral de Melo Neto

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Arquiteto de Castelos de Areias



Especializei-me em arquitetura
Algo intenso que corria em minhas veias
De sonhos etéreos improváveis
Construía meus Castelos de Areias

Quanta simetria, em cada detalhe
Quanto tudo envolvendo o meu nada
Na minha prancheta, vários desenhos
Rascunhos traçados na madrugada

Era gótico, grego ou modernista
Só sei que meu estilo era belo
Perfeição, na minha alma estava cheia

Pensava eu ter mais uma conquista
Fiz com carinho um lindo castelo
Decepção, descobrir que era tudo de areia!

Gilson Costa

Se faz só, em meio a tanta gente!

A multidão se faz só
em meio a tanta gente...
cada manhã pode ter um tom
diferente...
Sim,
Cansamos de ir atrás
de respostas,
de se esconder ao fechar
a porta,
de escrever certo
em linhas tortas!

A multidão sozinha
entre tanta gente,
buscando de forma,
até indecente,
rumores de amores
desesperadamente...

Mas o amor silencia
nas madrugadas,
sem beijos, abraços
e sem nada...
Fazendo um barulho
dentro de nos
tampamos os ouvidos
mas ainda escutamos
a sua voz...

A dizer coisas
que nosso coração
insiste em não entender,
e fica a gritar feito louco
até o alvorecer...

Difícil esta linguagem
que se faz concreta e
se faz miragem,
mas que não nos apetece,
feito sonho intenso e bom
que de dia desaparece...

E de dia ficam as emoções
de nosso noturno mergulho
e são elas agora,
que em nos farão seus
devidos barulhos...


Gilson Costa


terça-feira, 10 de abril de 2012

Maria...



Maria que era Aparecida e que ia com as outras,
Das Dores  de Fátima vivia da Graça, Maria.
Madalena que não era santa, também é Maria,
Dolores...
Maria e seus amores  que são tantas em uma 
Primeira entre tantas e de bendito fruto
Em nossa terra...
Maria
Quem nunca pecou atire a primeira pedra
Glória, Ana, Rita... Bendita
A do Sertão, Bonita.
Bethânia cantora
Da Penha virou lei
Antonieta, mulher de rei
Maria
Mãe, irmã, mulher, tia
Nossas muralhas , fortalezas
O Senhor é convosco
De sorrisos suaves
Pura poesia
Ave Maria

Gilson Costa

domingo, 8 de abril de 2012

Na corda bamba. Abismo!



Andamos em um abismo, em cima de uma corda bamba.
Se o amor nos da asa e proteção
Pode ser a causa, também, de nos levar ao chão.
E a queda dói, machuca e causas feridas
Que não cicatrizam em uma só vida.

Andamos perto de um precipício
Com vendas nos olhos
Tentando voltar ao inicio
Da pureza de nossos sentimentos
Não somos mais pipas ao vento
Repleto de saudades
Somos passarinhos colhidos em meio a tempestades.

Sem rumo, sem norte e sem chão.
Somos amor e já não mais paixão
E se continuar a cambalear
Nesta estrada da vida, que às vezes é rota.
Tenha certeza que o amor morre, 
como a paixão esta morta...




Gilson Costa

E é este texto


impresso em teu corpo 
que eu quero ler e reler
em braile
com as pontas dos meus dedos
com a ponta da minha lingua

Gilson Costa

terça-feira, 3 de abril de 2012

Seus pedaços...


E recolheu seus cacos, pedaços de sonhos, amores. Pedacinhos dela caidos pelo caminho e resolveu seguir vivendo , outros sonhos, outros amores, mas na mesma vida com outras atitudes!

Gilson Costa

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Soneto: Queria ser poeta...




Se eu fosse poeta, seria feliz
Não teria vergonha de mostrar meu pranto
E saberia transformar em canto
As palavras-dores que meu peito diz.

Se eu fosse poeta, seria aprendiz
E quando aprendesse ensinaria tanto
Sentiria um misto de paz e espanto
Quando eu recitasse um verso que fiz.

Mas não sou poeta, não tive essa graça
Por mais que eu deseje, o que quer que eu faça
Em versos meus ais, não sei traduzir.

Se eu fosse poeta, essas minhas dores
Eu as curaria com versos de amores
Não sendo poeta, só as sei sentir.

Brás Costa