sábado, 31 de dezembro de 2011

Almas que ficam...


Tem pessoas que passam em nossas vidas,

Marcam para o bem ou para o mal
Deixam partes delas, jeitos, palavras
Conceitos e se vão!!!

Mas tem pessoas que ficam,
Mesmo que passem, insistem
Em não ir embora.
Ficam guardadas eternamente
Em nossos corações
São almas gêmeas, almas afins
Almas que completam a nossa


Não apenas em relação ao amor
É muito além do amor carnal
São pessoas que ficam e que as vezes
Parecem que sempre estiveram,
Que nunca chegaram e nunca saíram
Sempre estiveram em nos


São estas pessoas, estas almas
Que tornam a vida da gente
Muito melhor...


Obrigado por estar em minha vida!!!

Gilson Costa

Poesia de um novo ano...

Existirá dor, tristezas, decepções, assim como existirá alegrias, amor, amizades.
Faz parte, que eu esteja preparado para tudo, amém




Descortina nas próximas horas,
Mais uma pagina a ser preenchida
Desta historia ainda não acabada
Que chamamos de vida...

Não quero conto de fadas
E chega de garranchos, rabiscos
Quero luz, poemas pulsantes
Não desejo menos que isso

Quero vírgulas e exclamações,
Os riscos, correr muito mais
Não admito meio termos
E nem interrogativos pontos finais.

Nada de uma pagina em preto e branco
Nada de temer e tratar mal “o amor”
Quero luz, quero festa, intensidade
Quero toda variedade de cor.

Chega de brisa de tempo ameno
Chuva? Não quero na realidade
Quero manhã, madrugada, sereno,
Quero a mais intensa tempestade!


Quero escrever nesta nova pagina
Poesias de meu contentamento
E mesmo que vierem as lágrimas,
As lagrimas secam com o tempo

Na próxima curva, novo começo
A vida, minha companheira, ao meu lado
Seja no passo firme ou nos tropeços
Esperança – isso e VIDA diz – Que te ofereço

E que castelos caiam sempre,
E que sonhos morram no presente
Amores venham e deixem saudades doloridas
Estou apto a escrever minha vida!!!


Gilson Costa

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Entre as aspas e o coração (As melhores cenas, somente)

Começo a preparar o meu possível
sem nenhuma certeza, sem culpar
ninguém ou buscar mais do que as
minhas mãos podem segurar.

Guardei os planos na gaveta, pendurei

o tempo no cabide. Estou assombrada
pela beleza da vida, pelas coisas que já
tinha visto e esquecido.

Estou construindo o meu corpo com

pedaços de candura, com saudades
e lonjuras, com essas coisas que são
quase divinas e impróprias para maiores.

Ficarão apenas as melhores cenas, sem

censura ou corte e quando tudo estiver
terminado, não vou estar mais forte.
Vou estar é cometendo "doçuras"


Karla Bardanza

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Quase


Anderson Piva

“Uma coisa é um grande discurso,
outra coisa um grande amor”
(Sto. Agostinho)





O amor nasce velho em qualquer coração;
é fruto tardio
de ancestralidades feridas,
de descompassos hereditários,
do choro antigo das várias gerações,
resultado inebriante
dessa magia de converter lágrimas
numa quase-cachaça.


Todo amor nasce marcado
de lutas recentes, mas findas;
soldado conhecedor de cada canto
do seu campo de batalha,
dos requintes militares,
dos artifícios bélicos
da marcial arte de amar;
discípulo virado em mestre,
professor da triste ciência
de tornar sangue
num quase-veneno.


Todo amor nasce maduro.
Superada a longa seca,
a intempérie,
eis que surge indene
com a esperança perene
de uma vida
que é quase-renúncia.


Todo amor nasce morto,
já vivido, já cantado,
já doído, já amado.


Todo amor nasce duro,
escudo
de ancião experimentado,
que esconde um quase-menino
indefeso.


Todo amor nasce quase;
e se é todo, não o é.


Todo amor nasce pedra
perpétua, e perdura
na solidez de um silêncio
que é quase confissão.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Eu e você...


é mais fácil eu me deixar do que eu deixar você
e com certeza vou me perder, quando perder você...

Gilson Costa

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sempre com fome,


Alimento-me de frases feitas e de falsos
sentimentos, de amores menores e amizades duvidosas,
vai ver é por isso que ando sempre com fome...

Gilson Costa

É você, tudo é você!


Sabe quando minha pele arrepia perto de você… Não é frio! Sabe quando minha pele transpira perto de você, não é calor! É você, tudo é você!

Gilson Costa

Expectativas..falsas!



''Mas então por que eu finjo que acredito no que invento?'' (Legião Urbana)


Criei muitas expectativas pra pessoa errada.
sonhos e castelos de areias que deram em nada
a ponte, que meu amor contruiu, náo era forte,
errei a quem amei.. minha culpa e não falta de sorte.


Gilson Costa

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Leitura não silenciosa...

Cuidado com os sonhos...

Mitologia Moderna...


Orfeu pegou sua lira
Apaixonado, começou a tocar;
Eurídice, viciada no facebook
Mal se esforçou a escutar

Orfeu clamou aos céus
- Zeus; fiz tudo que pude,
O Deus lhe disse então
Faz um vídeo no Youtube

Orfeu gostou da idéia
E fez uma tosca produção
Jogou o vídeo na rede
Visto por mais de um milhão

E Eurídice nem lhe deu atenção
Ele bombou no radio e televisão,
Ela o Face, nem acessa mais direito,
Pois acabou de se cadastrar no Par Perfeito...

Gilson Costa

Poema..intenso - versão doce


Não quero um poema doce, nem um amargo...Quero um poema intenso, cheio de virgulas,
parágrafos e sem ponto final...

Gilson Costa

Assombros




Às vezes, pequenos grandes terremotos

ocorrem do lado esquerdo do meu peito.

Fora, não se dão conta os desatentos.

Entre a aorta e o omoplata rolam

alquebrados sentimentos.

Entre as vértebras e as costelas

há vários esmagamentos.

Os mais íntimos

já me viram remexendo escombros.

Em mim há algo imóvel e soterrado

em permanente assombro.

Affonso Romano de Sant'Anna

domingo, 11 de dezembro de 2011

Teu sorriso...


Teu sorriso tem o poder de fazer emergir o que há melhor em mim!!!!

Gilson Costa

Teus sinais...


Espero que um dia lhe aconteça

de acordar com todos os acentos no lugar devido

e de encontrar a concordância e seu sentido

e se acaso a crítica lhe aborreça

um corretor ortográfico sobre a cabeça

e um revisor gramatical tendo-a partido

Minha fé é vacilante,


Não é que não tenho fé,Minha fé é vacilante,

Mesmo vendo milagres
Ao meu redor,
A todo instante...

Em minhas preces
O que eu peço,
Sempre acontece
Não na hora que espero.
Não é que eu não tenha fé
Mas o passar do tempo
É que eu não tolero

Fé vacilante,
Orações em duvidas,
Onde isso pode me levar?
Daí quando as coisas não acontecem
É logo a DEUS que quero culpar...?

Gilson Costa

sábado, 10 de dezembro de 2011

Correções ortograficas..


Espero que um dia lhe aconteça

de acordar com todos os acentos no lugar devido

e de encontrar a concordância e seu sentido

e se acaso a crítica lhe aborreça

um corretor ortográfico sobre a cabeça

e um revisor gramatical tendo-a partido...

Justo a mim me coube ser Eu!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Machucar-se.


"Compreenda que a vida nem sempre é justa, por causa daquilo que plantamos. Resultado de nossas ações. Mesmo assim temos que seguuir em frente , vivendo, lutando, melhorando. Só não pode machucar-se mais..."

Gilson Costa

Colecionador...

No dia que...

Quem sabe cessem suas tempestades internas,
quem sabe reine a paz no teu reino, no dia que...

Gilson Costa

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Lei do Amor



Considerando ser o Amor o maior de todos os agentes de Utilidade Pública,

 PROCLAMA-SE O QUE SEGUE:
 Artigo 1º
 O amor pode apropriar-se de todo e qualquer coração, com ou sem anuência do dono.

 Artigo 2º
 Em presença de sentimentos inferiores, tais como a raiva, o ódio e o ressentimento, ao Amor é permitido julgá-los e extraditá-los sem direito a reconsideração da pena.

 Artigo 3º
 O Amor deve ser respeitado em todas as suas formas, sejam elas dirigidas a pessoas, coisas, vegetais ou animais.

 Artigo 4º
 Ao Amor é sempre permitida a companhia do perdão, pois que sem este ele está falsificado.

 Artigo 5º
 O Amor tem o direito de ficar cego, surdo e mudo quando em presença de maledicências e pode apresentar-se como agente de paz diante de desarmonias e atos prejudiciais a todos os seres do planeta.

 Artigo 6º
 O Amor tem licença plena para manifestar-se livremente, independente de raça, credo ou religião. Ele é incondicionalmente livre para viver em seu habitat natural: o coração.

 Artigo 7º
 O Amor é bússola que aponta o caminho para a Felicidade e assim deve ser indiscutivelmente reconhecido.

 Artigo 8º
 A todo aquele que banir o Amor do seu coração será imputada a pena de solidão, isolamento e sofrimento perpétuos.

 Artigo 9º
 O Amor nunca deverá ser responsabilizado por dores, perdas ou danos e tem amplos poderes para neutralizar todas as batalhas, sejam elas emocionais, familiares ou sociais.

 Artigo 10º
 Ao Amor não se aplicam Leis Trabalhistas: Ele pode exercer suas funções 24hrs por dia durante TODOS os dias do ano.

 Artigo 11º
 Quando o Amor entra em corações, deve ser bem recebido, bem tratado, bem nutrido e absolutamente livre para agir  em prol de todos os envolvidos por ele.

 Artigo 12º
 Em nenhuma hipótese o Amor deverá ser álibi para atitudes de más intenções, tais como usá-lo como desculpa para enganar, iludir ou controlar corações. Também nunca poderá ser instrumento de brincadeira com o sentimento do homem ou da mulher.

 Artigo 13º
 Toda e qualquer tentativa de matar o Amor será tratada pelo Universo como crime contra a vida do próprio mandante.

 Artigo 14º
 O Amor é partidário da Lei de Causa e Efeito: Ele pode partir em definitivo da Vida daqueles que optam pelo sofrimento diante das adversidades, e também daqueles que se deixam cair em abandono.

 Artigo 15º
 Ao Amor nada deve ser acrescentado e Dele também nada retirado, posto ser o mais perfeito de todos os sentimentos  e manifestação absoluta de Deus.

 Parágrafo Único:
 Os Direitos do Amor sempre protegerão os legítimos Direitos de Todos os Seres.

CLAUSULA ÚNICA:
É vedado ao ser humano manisfestar o "Amor" quando em duvida do mesmo ou quando o mesmo não for sincero, intenso e não conseguir transpor obstáculos,
Fica vedado achar que qualquer sentimento seja "Amor" e fica expressamente proibido, falar "Eu te Amo" em vão...



REVOGUEM-SE TODAS AS DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO!

VIVA-O.... APENAS SINTA-O NA SUA PLENITUDE...
 (desconheço o autor desta Lei)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pule...

Jogue-se em mim... E você vera como farei abrir suas asas enquanto você cai!!!


Gilson Costa

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A espera...



Dedica-se a esperar o futuro apenas quem não sabe viver o presente.

Sêneca

Esperar, as vezes vale a pena, as vezes não!


A espera...

Será a vida feita de esperas?

Estamos sempre esperando...
- o momento certo
- o emprego certo
- o amor certo
- a hora exata
De fazer as coisas aconteceram
- o dia ideal

Enfim estamos sempre a espera...
Do melhor pra nós,

Mas muitas vezes esta espera é apenas uma espera
Não há ação...Sonho sem ação é apenas um sonho!

Vemos dias, horas e minutos
Passarem, que somados formam os meses,
Que vão formar os anos
Que vão formar o tempo que desperdiçamos
A esperar...

E a vida vai passando em nossa frente,
Às vezes com aquilo que precisamos
Que não é aquilo que queremos
E vamos esperando...
Ela (a vida) nos oferece uma laranja,
Mas a gente fica esperando a maçã, a uva..
Ela nos oferece um porto segura
E a gente fica esperando a aventura...
E assim vamos indo
De espera a esperas...

Esperamos dias de sol
E quando chove nem saímos de casa,
Quem sabe um banho de chuva
Não seja revigorante!!!
Esperamos noites de Lua
E quando o tempo esta nublado,
Nublamos nossos sentimentos...

Esperamos o amor...Ahhh o amor,
Que doce espera essa...
- Doce? Doce nada,
Angustiante, Intensa
E acima de tudo duvidosa
Porque nunca sabemos se o amor
Que esperamos é o certo,
Pode ser o certo naquele momento
Quem sabe...

Sei que esperamos muitas coisas
Umas aparecem outras não
Umas acontecem outras não

Esperamos ate quem sabe um dia
A gente parar de esperar e se mover
Em busca de que queremos
De começar a ver que a felicidade
Não esta lá na frente a nossa espera,
Felicidade e Amor não esperam
Estes sentimentos vivenciam-se
Em nós, no presente e intensamente...

Espero que me entenda,
Melhor não espero nada, entenda-me
E vai viver...

Gilson Costa

A complicada arte de ver



Rubem Alves
colunista da Folha de S.Paulo


Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões _é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


Marcelo Zocchio


Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.


William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.


Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.


Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".


Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinícius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa _garrafa, prato, facão_ era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".


A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas _e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.


Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".


Por isso _porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver_ eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...


Rubem Alves, 71, educador, escritor. Livros novos para crianças e adultos-crianças: "Os Três Reis" (Loyola) e "Caindo na Real: Cinderela e Chapeuzinho Vermelho para o Tempo Atual" (Papirus).
Site: www.rubemalves.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ainda que me demores!!!

Universo meu!

Física do Amor...

GUARDA-ME



Amor meu guarda-me
Como se eu fosse um verso
De teu mais lindo poema
Que o tempo não apagou.

Um daqueles nossos versos
Que juntinhos, escrevíamos
E não se apagaram, fixaram.
Como se Escrito com um giz.

Guarda-me
Como se eu fosse uma canção
Que ainda ecoa em teus ouvidos
No silêncio do teu quarto vazio
A noite quando tu vais dormir...

Guarda-me, como eu te guardo
Você está guardada em mim.

- Joe Luigi -

Alimentando ilusões...


Alimentamos ilusões que não matam a nossa fome...
Andamos em circulos, sem chegar a lugar nenhum,
muitas vezes, os sonhos ficam pelo caminho!
Ficam flutuando entre o hoje e o amanhã, 
os de ontem ja morreram, mas ainda estão lá!
Não há palavras, só o sentimento
e ele vem feito onda, inunda, afoga e por mais que se corra, 
sempre nos alcança!!!

Gilson Costa

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Insinuante


Insinuante
Insinua
Como antes
Insinuante
Calou os meus queixumes
Insinua
Com teu perfume
Insinuante
Insinua-se como é bom
Tua pele, boca, teu batom
Insinuante
Beijos castos e devassos
Insinua tentação
Insinuante
Teu corpo em minhas mãos!!!

Gilson Costa

Verso e anverso! Insinua-te, mostra que me desejas!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dispa-se pra mim...Sim.

Dispa-se para mim,
Sim...cada peça sua,
quero-te livre e nua...
Mas não quero que tire apenas sua roupa.
não quero no chão, apenas etiquetas
guardadas em suas gavetas
e que em você ganham vida,
quero-te livre e nua...Querida!!!
Dispa-se e seja bem vinda.

Dispa-se sua alma... Tua essência
faça de mim tua ciência
e sem roupa, seja minha convivência.
Dispa-se de todos teus temores
E de todo teu pudor
Dispa-se de todos teus amores
Que te causam somente dor
Dispa-se do medo de se entregar pra mim
Dispa-se, desnude tua vida
Prometo... Não vai ser ruim!!! 
Gilson Costa