domingo, 16 de janeiro de 2011

Antiteses

Nosso amor
é o frio que da calor
a solidão acompanhada
o que fere mas não causa dor
temos tudo a não temos nada

A noite que não causa temor,
luz que não clareia o caminho,
o doce que não tem sabor,
a rosa que não tem espinhos.

O universo na palma da mão,
a grandeza do tudo em uma taça,
um pequeno porém sem solução,
sorrisos e sonhos sem graça.

A morte em plena vida
a entrada na porta da saída
o contentamento triste
o adeus para quem
em nossa vida ainda existe

A febre sem malefícios,
a dor que não mostra a ferida,
busca do precipício
pra na queda encontrar a saida.

O andar sem sair do lugar
a escuridão em plena luz
o  ódio a quem nos amar
a estrada que a nada conduz

É sempre assim com nós dois,
o tudo em meio ao nada.
os sonhos ficam pra depois,
primeiro nossa madrugada....

E assim nos contentamos,
com todo esse pouco que a vida nos dá,
se juntos loucos estamos,
separados loucos vamos ficar.

O ontem que é presente
o hoje que se torna passado
o não hoje é  nosso sim
o inicio talvez nosso fim

E assim vamos vivendo mais
morrendo sempre lentamente
na guerra, buscando a paz
não querendo e sempre querendo mais

Gilson Costa