sábado, 4 de setembro de 2010

QUEM DERA



Quem dera
fosse um poeta
e de forma discreta
escrever meu pensar.


Quem dera
fosse um escritor
e dominado pelo furor
as palavras eternizar.


Mas quem sou eu afinal
apenas uma criatura
que tem uma luta dura
de nadar contra a corrente.


Sou mais um entre milhões
remando contra maré
no meu peito eu tenho fé
não desisto facilmente.


Quem dera
encarar os meus problemas
resolver os meis dilemas
para não me enganar


Quem dera
fosse mais humilde e mais humano
não me escondesse debaixo do pano
para os outros ajudar.


Mas quem sou eu afinal
tentando combater o mal
tentando descobrir a realeza...

Sou um simples mortal
sem poder, pobre e banal
cheio de falhas e incertezas


Gilson Costa