domingo, 17 de junho de 2012

DESPEDIDAS





“Eu me despeço
das fagulhas soltas ao vento
que brilham por um momento
e longe do sol se ofuscam..
Mas não desisto da busca.

Eu me despeço
da ignorância diplomada
aprendizagem disfarçada
manipulando o saber...
Mas insisto em aprender.

Eu me despeço
da canalhice escrota
a bandidagem solta
corrupção a céu aberto...
Mas não desisto do que é certo. Nem generalizo.

Creio plenamente no Amor
mesmo vendo tantos morrer...
pois o sol mantém seu brilho
até em dias, que não se consiga ver.

Eu me despeço
da covardia vivida.
Quero a coragem em meu ser
e até que chegue o adeus do momento
desse meu corpo cansado pelo tempo...
Não desistirei de VIVER.

Meu espólio será a poesia
Tesouro de uma vida
por Deus capacitada
e de esperanças renovadas
pelo poder desse Amor.

E sem nenhuma dor ou mágoa,
com o sorriso da alvorada
e a estrada da vida cumprida,
Dar-se-á a derradeira despedida...."(Rose Felliciano)