domingo, 11 de setembro de 2011

SOBRE UM INFINITO INSTANTE DE DOR


a Poeta atarantada
de um lado para o outro
repete o que recém pensou
e de novo pensa de novo

e de novo
e de novo
e de novo

a Vida lhe arrancou as vontades

a Poeta encarcerada
a Poeta dilacerada
a Poeta monocromática
em monopensamento possuída
murmura sua ladainha aflitiva:

- eu vou sobreviver eu vou sobreviver
eu vou sobreviver eu vou sobreviver

enquanto a Vida ri, olhando-a de viés


(Curiosa)
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