sábado, 10 de setembro de 2011

Escolhas!!!

1 - Fáeton era filho de Apolo com a ninfa Climene, devido a brincadeiras dos amigos ele pediu para a mãe dizer quem era seu pai e mais resolveu ir ate o palácio de Apolo, lá chegando fez seu Pai jurar pelo Estige que além de ser seu pai que faria qualquer coisa para demonstrar isso. Para surpresa de Apolo, Fáeton pediu para conduzir a carruagem do Sol.
Apolo, arrependido do juramento, do qual não poderia voltar atrás, tentou fazer tudo para que o filho desistisse da ação, dizendo o quanto seria perigoso conduzir o carro solar.
Mesmo assim, Fáeton fez sua escolha, estava decidido e isto custou a sua vida!

 2 – Orfeu viu Eurípedes morrer em seus braços. Usando de todo seu talento musical adentrou no Reino dos Mortos atrás da amada. Cantou suas dores e seu amor, comovendo além do barqueiro Caronte, os próprios Rei e Rainha do Mundo dos Mortos.
Ante a tanta comoção, foi permitido a Orfeu regressar com sua amada para o Mundo dos vivos, com uma condição... Orfeu iria à frente, sem poder olhar para trás e Eurídice iria segui-lo.
Em determinado ponto da subida, Orfeu com medo de Eurídice não estar o seguindo, fez a escolha de olhar para trás, com isso viu sua amada sumir, foi tanta dor pela prda daamada de novo que Orfeu deixiu se entregar à morte.

3 – Discórdia não foi convidada para um casamento no Olímpio, por isso pediu para Hefesto fazer uma maçã de ouro com a frase “Para a mais bela das Deusas”, disso tudo decorreu uma disputa entre Hera. Afrodite e Athenas. A escolha foi de um mortal Paris, que deu a maçã a Afrodite. Foi por causa desa ecolha que ocorreu a Guerra de Tróia...

E as nossas escolhas?
Mitologicamente as escolhas acima não foram felizes, sempre resultaram em perda, guerra e dor. Mas se analisarmos as mesmas, notaremos que foram tomadas em um momento de pura emoçao:
Fáeton para provar que era fillho do Deus sol pediu para conduzir sua carruagem, mesmo alertado do perigo que seria isso. Orfeu, mesmo sabendo da restrição imposta para trazer Eurídice do Mundo dos Mortos foi tomodo pelo medo de que a amada não o acompanhava-o e olhou para trás predendo-a para sempre e París escolheu Afrodite porque a Deusa havia lhe prometido um amor sem gual, o que ocasionou a Guerra de Tróia.
No nosso dia a dia as escolhas que fazemos, por mais difíceis que sejam geralmente são para nosso bem... Mas!
Mas tem o bendito do, mas, do “se” e de outros, porém...
Tudo isso por quê?
Por que a maioria de nossas escolhas são feita por nossa emoção, deixamos a razão de lado, não a escutamos e quando vemos, lá estamos em uma estrada, que a principio ira nos agradar a vista, mas depois pode trazer diversos obstáculos e buracos que tornarão nossa jornada mais dura!
Outro detalhe importante, tirado de uma frase que ouvi no curso da Federação Espírita, nada a ver com o tema ESCOLHA, mas que cai bem ao caso.
Fazemos nossas escolhas, mas depois não somos mais os mesmos do momento que a fizemos, muitas vezes precisaremos de tempo para enxergamos isso, além do quem, escolhas feitas baseadas na emoção, se não são vazias, logo, logo elas acabam...  
No cotidiano, não há Deuses, nem oráculos para dizer-nos para onde ir, que rumo tomar, há sim um ser independente chamado coração que muitas vezes assume o comando da nau, levando-a ou para um porto seguro ou entrando em tempestades. Há também o fator intuição, algo dentro de nos que diz avança, espera ou muda...
O certo seria usar nosso lado racional, baseado em fatos, circunstancias e dados para tomar qualquer decisão, fazer qualquer escolha... Mas não somos maquinas e não estamos aqui pra isso, nossos erros e acertos é o que nos faz evoluir.
Principalmente é o que fazemos deles, o que aprendemos com eles é o que faz que as nossas escolhas tornem-se mais aceitáveis, pra nos mesmos... 

Gilson Costa  Momentos meus de reflexão