terça-feira, 11 de setembro de 2012

A não liturgia de um amor moribundo




Amaras e não serás correspondido
Derramaras lagrimas por quem não merece
Muitas portas se abrirão, mas terão muitos
Muros entre você e elas
Alimentara a esperança com um alimento
Fraco, sem sustentação, porém é isso que ira
Proporcionar noites intranqüilas de sono!

Agora em contrapartida sua solidão e angustia
Irão se fartar de si será um laudo banquete
Em madrugadas quentes e insones

Amaras arrependida sem arrependimento mesmo em meio a dor
Amaras eternamente mesmo que o eterno seja algo fugaz

Amaras

E mesmo em meio à escuridão, em meio a toda a possibilidade
Acreditaras neste amor moribundo que já nasce morto para este mundo,

Mas

Amaras...

Amaras o silêncio, a ausência, a tristeza e o vazio, amaras a falta.

Fará de tudo isso seu altar e ao teu redor respirara o ar da incompreensão,
Mas mesmo assim amarás

Sempre

Amaras...

Gilson Costa