quinta-feira, 8 de julho de 2010

SONETO DA FIDELIDADE


Vinicius de Morais


De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Mas que seja infinito enquanto dure...


Considero este um dos mais lindos poemas sobre o amor...Infinito enquanto dure...


Seria o amor imortal ou infinito enquanto durar...


Bom, primeiro acredito que há amores e amores, diferentes em intensidades, tamanho, maturidade, desejos, enfim o amor não é algo que pode ser avaliado, medido ou simplificado em uma equação...


Há amores da juventude, há as paixões, há aqueles amores que não morrem , mas pela impossibilidade de ser, ficam hibernando em nos, quem sabe para um dia despertar ou quem sabe para viver sempre como uma boa lembrança...


Há amores que não trazem boas lembranças, mas então será que foi amor??


A verdade é que a verdade de cada um difere, meu amor não é o mesmo que o teu, que não é o mesmo que de quem esta do teu lado. O estranho disso é que analisando amores e amores, chego a conclusão que este sentimento não é uma via de mão dupla, alguém sempre se doa mais, outros preferem amar a serem amados e vice-versa.


Mas este não é a questão...a questão é aquele momento único, mágico que nos faz suar frio, nos faz sentir falta, nos faz querer...aquela saudade gostosa. Aquele sentimento de que o outro nos completa...e sua ausência...ahhh nem se fala.


Instantes que são infinitos, que são eternos...enquanto o amor durar...Depois...bom depois é outra conversa...


Gilson costa