domingo, 11 de julho de 2010

Desejo




O desejo dá medo as vezes,
medo de uma amor nascer
em meio a braseiros
Medo dele incendiar e crescer
de modo corriqueiro
E apertar e sufocar
e estrangular
O simples desejo.
Medo o amor dá
E o desejo vem sempre primeiro
sem cobrança, sem compromisso,
sem isso e aquilo
O desejo vem sem vir
e tem pressa
e nem quer ficar, pois passa.
Mas o amor este chega e fica
Começando a assustar.
Maior tristeza não vejo
Quando um é Amor,
E o outro, Desejo




Elih
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