domingo, 10 de abril de 2011

Antítese



Nosso amor

é o frio que da calor
a solidão acompanhada
o que fere mas não causa dor

temos tudo a não temos nada

A noite que não causa temor,
luz que não clareia o caminho,
o doce que não tem sabor,

a rosa que não tem espinhos.

O universo na palma da mão,
a grandeza do tudo em uma taça,
um pequeno porém sem solução,
sorrisos e sonhos sem graça.


a morte em plena vida
a entrada na porta da saída
o contentamento triste
o adeus para quem  em nossa vida ainda existe


a febre sem malefícios,
 a dor que não mostra a ferida,
 busca do precipício
pra na queda encontrar a saida.


o andar sem sair do lugar
a escuridão em plena luz
o  ódio a quem nos amar
a estrada que a nada conduz


é sempre assim com nós dois,
o tudo em meio ao nada.
os sonhos ficam pra depois,
primeiro nossa madrugada....


e assim nos contentamos,
com todo esse pouco que a vida nos dá,
se juntos loucos estamos,
separados loucos vamos ficar.


o ontem que é presente
o hoje que se torna passado
o não hoje é  nosso sim
o inicio talvez nosso fim


e assim vamos vivendo mais
morrendo sempre lentamente
na guerra, buscando a paz
não querendo e sempre querendo mais


Gilson Costa