sábado, 7 de julho de 2012

Uma guria



Uma gúria
que se achava feia
que se acahava estranha
e desajeitada
tinha uma força
tamanha
que desconhecia.

Cabelos que achava
mal cortados
mar negro
por nós mortais
adorado
povoava nossa fantasia
e suas unhas que achava lascada
ao contato com nossa pele...,arrepia

alimentava nossos sonhos e desejos
de colecionar daquela boca, beijos
abraços, afagos, muitos momentos

quem dera suas fugas fosse em nossas
terras
e fotos, flashes e pensamentos
fossem de fato nossos momentos

E tinha lá ela suas coleções
de dores e cicatrizes
muitas ja com longas raizes
muitas que nunca iriam curar

E tinha la seus medos
bobos e sem razão,
pois com aquele coração
sempre haveria de amar
e mesmo em meio a tempestade
e na descrença também
tinha como se fazer forte
e fazer tudo ficar bem...

Esta guria
que se dizia
um tanto desajeitada
e um tanto estranha,
com uma força tamanha
entre versos e lágrimas
escrevia contrariadas rimas
tendo tudo que necessitava
apenas nela.

Esta guria
de corpo e alma
é forte, guerreira
e bela....

Gilson Costa