sábado, 7 de julho de 2012

O amor nada pede




O amor nada pede, mas tudo quer, o amor é assim, seja mo inicio, meio ou no seu fim. Isto quando o amor respeita a cronologia, pois pode estar morto ontem e reviver em outro dia...

O amor clareia e embaralha os pensamentos, torna tudo tão intenso, e em sua presença ou ausência transforma até o correr do tempo, tempo que não passa e não traz a paz ou tempo que passa rápido demais.

O amor é escolha, na maioria das vezes, escolhas que fazemos com o coração, mesmo estando ao contrário da razão. O amor é renuncia, é denuncia, é entrega total, mesmo que nesta entrega resida nosso mal, pois quando o amor parte leva sempre um pedaço da gente.

O amor é sentimento, recipiente de emoções contraditórias, castigo e recompensa, perda e ganho, dor e êxtase, o amor encontra, mas também faz você se perder. O amor fere, machuca, abre feridas que às vezes não cicatrizarão, mas o amor salva, protege.

O amor nos mata, mas nos ressuscita, nos faz morrer a cada noite, a cada ausência, nos faz reviver a cada amanhecer, a cada beijo, a cada abraço.

O amor é esperança, é a certeza de nada certo, é a lógica virada do avesso... É verso de rima intensa, alegre ou triste, poema que ainda não existe, nem foi escrito... O amor é silencioso grito.

Uma força com muitas fraquezas, uma calmaria repleta de inquietação. O amor é fato e é uma ilusão.

O amor é a liberdade que te escraviza, da asa, mas não te deixa sair do chão, é um farol e pode ser a escuridão!

O amor comanda, ordena, (de um passo para frente à beira do precipício), derruba,
mas te segura e quando você cai, a queda é dura...

É o caos em meio à ordem que te faz prisioneiro, prisão que pode ser perpetua isso se a sentença (Amor) for aplicada de forma correta. Prisão repleta de liberdade.

O amor é promessa, quebra-as também. Faz te respirar e te sufoca, é um andarilho sem caminho, viajante com destino, é dia azul de tempestade!

O amor não tem idade.

É o fogo que congela, é o frio que aquece, o amor é a lembrança que não se esquece!

O amor na poesia é perfeito, é poema de intensa inspiração, mas na vida real apresenta,
sempre alguma contra indicação.

O amor é presente no passado conjugado em pleno futuro. É lei sem regra, é contravenção, amor é a disposta indisposição.

Gilson Costa