segunda-feira, 10 de junho de 2013



Vou ler Quintana para ver se me acho
Em qual poesia ou prosa me encaixo
Se no verso de cima ou na rima de baixo
Assim quem sabe eu relaxo

Vou ler Neruda para ver se tudo muda
Se de palavra minha alma imunda
Purificada torne-se Buda
Protegida por um galho de arruda

Vou ler Coralina para ver se minha sina
Achar que vidro é turmalina
Reticencias, exclamações são vitaminas
Do pó das letras que acham ser purpurinas...

Vou me ler poetas, os meus profetas

Palavras sem curvas, de forma direta

Fazer-te oração, não ser ateu
Encontrar-me nos versos seus!


Gilson Costa