quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Misteriosas manhãs



Pisei numa serpentina jogada na rua em plena manhã de
uma quarta feira de Novembro.

Em uma rua longe de qualquer salão de festa...

O que estaria ela fazendo ali, solitária.

Insondáveis segredos da vida, por onde andaria
o confete que a acompanha sempre;
esperando o carnaval?

Seria a serpentina, uma apressada querendo aproveitar
tudo que pode antes do fim do mundo?

Vai saber, só sei que provavelmente se eu retornar por aquele
caminho ela não estará mais lá, será lixo ou quem sabe vai parar
em alguma reciclagem para virar outra coisa e ter mais alguns instantes de vida... (vida loka, “serpentinando” em pleno Novembro!)

Gilson Costa

PS- Sei que nos dias de exposição da figura em massa, eu deveria ter tirado foto desta ousada serpentina que desafiou a lógica da vida... (que lógica mesmo?)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Onde seu corpo no meu encaixa




Onde seu corpo no meu encaixa
ascende o fogo, fica uma marca

onde teus lábios nos meus tocam
surgem desejos, que nos provocam

Quando teu olho em mim pousa
a alma em teu semblante repousa

Onde tuas mãos em mim passeiam
no meu céu, estrelas incendeiam

onde teu corpo no meu encaixa...
fica uma marca, sobra vontade
deixa saudade

Gilson Costa

Seu nome é saudade



Pediram para mim
uma poesia
e ela não vinha.
fiquei triste
porque minha mão
nada escrevia.
Dormi e em sonhos
as palavras vieram
em enxurradas
poesias, versos
e baladas
inundavam minha alma
banhavam-me
sutilmente
acariciavam-me
Minhas companheiras
de vida plena
cheias
de amor e carinho
completas
de alegrias
fazendo em mim festas
e quando acordei
na minha nova aurora
mais maduro que outrora
a poesia veio feito
trovão
direto do meu coração
intensidade e calma
amor e paixão
Então resolvi deixar
estas palavras
para eternidade
à minha poesia dei nome
e o seu nome é
Saudade.

Gilson Costa 4.2

Preciso...!