quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Poetizando ....O Homem...A Mulher


 Recebi este texto de minha amiga @ 

O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem um trono; para a mulher, um altar.
O trono exalta; o altar santifica 

O homem é o cérebro; a mulher o coração.
O cérebro produz luz; o coração, o amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.

O homem é o gênio; a mulher o anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível


A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher, a virtude extrema. 
A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.

O homem tem supremacia; a mulher, a preferência.
 A supremacia representa a força; a preferência o direito.


O homem é forte pela razão; a mulher 

é invencível pela lágrima.
A razão convence; a lágrima comove.

O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; o martírio sublima.

O homem é o código; a mulher, o Evangelho.
O código corrige, o Evangelho aperfeiçoa.

O homem é um templo; a mulher um sacrário.
Ante o templo, nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.

O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher, um lago.
O oceano tem a pérola que o embeleza, o lago tem a poesia que o deslumbra

O homem é a águia que voa; a mulher, o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência; a mulher tem uma estrela: a esperança.
O farol guia, a esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra; a mulher, onde começa o Céu

O homem é, assim como o pássaro, muitas vezes obrigado a enfrentar a tempestade, fora do ninho, para que o ninho desfrute alegria e abastança.

A mulher é o anjo desse mesmo ninho em que o homem procura paz e refazimento.

Victor Hugo

#pensamentos



Intenso

Pretenso

Penso...

Gilson Costa


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Visto-me assim...


(Adrian Borda)


Não sabia o que usar
Pra encontrar novos sorrisos
Lá fora, alí, acolá
Usei os velhos olhares tímidos
Que escondem as palavras
Perdidas atrás dos meus lábios
Enfeitados com ilusões
E saí pros sorrisos
De olhares abertos
E esperanças flutuantes
A cobrí-los de um brilho incomum...


Lai Paiva

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Historia de um amor confuso em 3 atos ou de como um amor não deve ser amado


ATO I – INÍCIO

Nascia então o Amor
Entre olhares, sorrisos e gestos.
Mesmo em local improvável
Espalhava-se em manifestos
Não se continha
E nem queria ficar quieto...

A fase era de intensidade
Presença inundada de saudade...

Reinava então o Amor
Mesmo nas dificuldades
Sem se ver uns dias
Tudo era só alegria

Mas a noite que vinha descendo
Sobre o amor que ia vivendo
Foi mais forte, mais escura,
E para dor que veio a seguir
Nunca se teve remédio e nem cura

ATO II – COVARDIA

Confuso ficou o Amor
Desorientado e só
Tudo que ele viveu
De repente se fez um nó
O sorriso desapareceu
A alegria também fugiu
Logo seu castelo de areia, ruiu,
E todo sonho sonhado
Com intensidade e zelo
Transforma-se em pesadelo
Vazio em forma de medo...

E as promessas,
Palavras jogadas ao vento
Que não tinham nenhum sentimento
Que nunca teve valor
Nem mesmo a palavra Amor...
Tão banalizada
Tão batida e tão fraca
Falada e usada
Feito carne de vaca...

ATO III ACREDITAR, JAMAIS?

E aqui esta o Amor
Sofrendo algo que nunca existiu
Partida de quem não partiu
Saudade de quem não merece.
Diz para ele a Razão:
- Eu te avisei, esquece;
Mais uma vez mal amado
Calado, deixado de lado.
Inquieto, quem sabe ate louco.
Sabendo que desta tragédia
Morreu ele mais um pouco

Gilson Costa

Perdição... by Lobo Poeta



Embebe teus lábios para embriagar minha boca na tua
Deixa teus dedos brincar de desarrumar meus cabelos
Traz tua língua para passear em minha pele nua

Deita teus olhos na cama de meus desejos
Instiga tua fera contra minha carne em pelo
Arranca com teus dentes todos os meus segredos

Rasga as vestes de minha lucidez decadente
Expõe toda a nudez de minha louca emoção
Nos espelhos de teu sorriso saliente

Exorciza minha paixão nos ritos de teus pecados
Afoga minha volúpia em teus beijos indecentes
Serve-me teu prazer no cálice de teu gozo molhado

Condena-me a eterna tentação de querer-te
Para que eu viva no paraíso desta perdição
Bebendo do teu cheiro no vento de cada manhã

... Em prelúdios eternos...

(AtsocErdnaxela)

visualizar o perfil de LOBO POETA: http://www.orkut.com.br/Profile?uid=11857850760101279989&mt=5

Corridinho BY Adélia Prado



O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,

com seus olhos cediços,

põe caco de vidro no muro

para o amor desistir.

O amor usa o correio,

o correio trapaceia,

a carta não chega,

o amor fica sem saber se é ou não é.

O amor pega o cavalo,

desembarca do trem,

chega na porta cansado

de tanto caminhar a pé.

Fala a palavra açucena,

pede água, bebe café,

dorme na sua presença,

chupa bala de hortelã.

Tudo manha, truque, engenho:

é descuidar, o amor te pega,

te come, te molha todo.

Mas água o amor não é.

Homenageamos Adélia Prado pelo seu aniversário no dia 13 de dezembro.

Texto extraído do livro "Adélia Prado - Poesia Reunida", Siciliano - 1991, São Paulo, pág. 181.