domingo, 7 de outubro de 2012
DESVENDAR VOCÊ
COMO
APROFUNDAR-ME EM TI
SE HÁ UMA BARREIRA
A ME IMPEDIR
DE DESVENDAR VOCÊ
E
DESCOBRIR
A LUZ DE TUA ALMA
PARA ME MANTER ACESO...
COMO USAR FORMULA
QUÍMICAS, FÍSICAS E MATEMÁTICAS.
QUE A DESCREVAM
COM A EXATIDÃO DE
UMA PARTÍCULA,
POSSUIR-TE
SENTIR-TE
ELUCIDAR SEUS MISTÉRIOS
QUERER-TE
SÓ FALTA DESCOBRIR UM MEIO
DE DESVENDAR VOCÊ
GILSON COSTA
Tic-tac
Tic-tac
Mais um minuto
E a vida passa
Às vezes
Sem graça
Mas quem
Da graça à
Vida
É a gente
Gente teimosa
Que vive o futuro
Não conhece o passado
E esquece-se do presente
Gente
Que corre atrás do tempo
Esse é o nosso momento...
Tic-tac
Mais um minuto se vai
A vida aos poucos se esvai
E o sonha que não sai
Da condição de sonho
E se torna realidade
Tic-tac
Tic-tac...
Gilson costa
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
O poeta vende metáforas
O poeta vende metáforas
numa tenda de feira.
Pão, broa e vinho
não enchem a seira...
dos que cansados e velhos
se acolhem no caminho;
«- leia-mos à nossa saúde
estes poemas qu`amiúde
lembram o vinho bebido,
entre brigas de vida,
nas tabernas de olvido.»
O poeta vende metáforas
numa tenda de feira.
Pão, broa e vinho
não enchem a seira...
dos que cansados e velhos
se asilam na estrada;
«- leia-mos à nossa saúde
estes poemas qu`amiúde
lembram as mágoas geradas,
em lutas havidas,
pela dolorosa estada.»
O poeta vende metáforas
numa tenda de feira
a soldados que passam
com nada na seira.
Chegados ao destino
despejam a selha;
pão, broa e vinho
comprados no caminho
a um poeta de feira.
"Sinto-me livre para fracassar".
O escritor e seus múltiplos vem vos dizer adeus.
Tentou na palavra o extremo-tudo
E esboçou-se santo, prostituto e corifeu. A infância
Foi velada: obscura na teia da poesia e da loucura.
A juventude apenas uma lauda de lascívia, de frêmito
Tempo-Nada na página.
Depois, transgressor metalescente de percursos
Colou-se à compaixão, abismos e à sua própria sombra.
Poupem-no o desperdício de explicar o ato de brincar.
A dádiva de antes (a obra) excedeu-se no luxo.
O Caderno Rosa é apenas resíduo de um "Potlatch".
E hoje, repetindo Bataille:
"Sinto-me livre para fracassar".
Hilda Hilst
terça-feira, 2 de outubro de 2012
O LIVRO D'ALMA
O livro que preenche meu mundo,
É o livro que contorna a teoria dos cansaços;
Como lírios que seguro no meu colo amargo,
Soletro destinos nas linhas dos confusos.
Mas, tenho que erguer as minhas veias
A vida que bombeio a cada segundo;
Como chamas que se aquecem nos escudos;
Que ergo sem temer como dores feias!
Sou ave que contorna os obstáculos!
Misto de mulher e de marasmos...
Sou fase que não teme as centelhas!
E se desse livro que dedilho
Vierem flores sujas sem espinhos
É porque meus calos foram estrelas!
(Salvador, 14 de outubro de 2008)
LEDALGE
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
É hora...
É HORA DE MUDAR DE ROTA
TROCAR A ROUPA POSTA
BUSCAR UMA RESPOSTA!
É HORA DE QUESTIONAR O DESTINO
CRESCER! DEIXAR DE SER MENINO
BUSCAR AQUILO QUE SE TEM DE MAIS DIVINO.
É HORA DE APRENDER ESTA FILOSOFIA
LIBERTAR QUEM A GENTE PRENDIA
IR TOCAR EM OUTRA FREGUESIA!
É HORA DE RECOLHER OS CACOS
NÃO LIGAR PARA OS BOATOS
ENCARAR DE VEZ, OS FATOS!
É HORA DE REZAR NOVO VERSICULO
ATUALIZAR MEU VELHO CURRICULO
E TERMINAR O ULTIMO CAPITULO!
É HORA...
ainda é hora..sempre sera.
Gilson Costa
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