domingo, 8 de abril de 2012

E é este texto


impresso em teu corpo 
que eu quero ler e reler
em braile
com as pontas dos meus dedos
com a ponta da minha lingua

Gilson Costa

terça-feira, 3 de abril de 2012

Seus pedaços...


E recolheu seus cacos, pedaços de sonhos, amores. Pedacinhos dela caidos pelo caminho e resolveu seguir vivendo , outros sonhos, outros amores, mas na mesma vida com outras atitudes!

Gilson Costa

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Soneto: Queria ser poeta...




Se eu fosse poeta, seria feliz
Não teria vergonha de mostrar meu pranto
E saberia transformar em canto
As palavras-dores que meu peito diz.

Se eu fosse poeta, seria aprendiz
E quando aprendesse ensinaria tanto
Sentiria um misto de paz e espanto
Quando eu recitasse um verso que fiz.

Mas não sou poeta, não tive essa graça
Por mais que eu deseje, o que quer que eu faça
Em versos meus ais, não sei traduzir.

Se eu fosse poeta, essas minhas dores
Eu as curaria com versos de amores
Não sendo poeta, só as sei sentir.

Brás Costa

domingo, 1 de abril de 2012

Só o que nos é conveniente...


Enxergamos aquilo que nos é conveniente,
Vemos segurança em areia movediça
Vemos companhia em plena solidão,
Enxergamos amor onde há outros sentimentos...

Enxergamos horizontes onde existem muros
E vemos muros em muitos horizontes.

Enxergamos apenas aquilo que queremos ver,
Para o restante viramos a cara, fingimos,
Que não existem...

Mas sempre estarão lá e um dia, mais cedo,
ou mais tarde,
poderemos tropeçar naquilo que não queremos ver...

Gilson Costa

segunda-feira, 26 de março de 2012

I love you...



I nsandecido!!!


L ouço, desvairado.
O sentimento que
V arre meu ser...
E onde esta você?

Y ng e yang, meu universo.
O saudosismo anseia, não estas por perto.
U m dia, ira florir no meu deserto?

I ntenso  é o que sinto

L eviandade? Não sei, não minto
O meu amor por você
V iaja em cada célula do meu ser
E grita a todos: Quero você, meu bem querer!


Gilson  Costa

Sua medida exata




Não sou seu excesso
Excesso... Nos mata
Sou tudo que precisa
Sua medida exata

Veneno que não tem cura
Do teu rio, sua cascata.
Sou sua razão, sua loucura.
Tudo na medida exata

Sou sua forte paixão
Aquilo que te arrebata
O pulsar de seu coração
Sua medida exata

Da tua guerra, sou fragata.
Do teu país, diplomata.
Seu remédio homeopata
Tudo na medida exata

Seu caminho, sua passeata.
Sei que não sou sua errata
Sou aquilo que te arrebata
Sou tua medida exata

Nem mais nem menos
Sou sim...
Aquilo que precisas de mim...


Gilson costa

domingo, 25 de março de 2012

Mas quem disse que estou sozinho


Mas quem disse que estou sozinho
Olhe ao redor ando bem acompanhado
Perceba que ao longo do meu caminho
Vivo cercado e respirando a poesia

Nas esquinas que passo numa boa
Trago: Quintana, Vinicius e Pessoa,
E quando penso em perder a esperança
Falo com elas, Clarice e Florbela Espanca.

E quando a vida parece estar dura
Peço conselho ao Pablo Neruda
E buço então minhas respostas

Mas não são apenas imortais que matam minha fome
Ando com pessoas, ainda sem renome.
Adoro a companhia de Gilson Costa.

Suas loucuras e os seus desatinos
Ai..quem disse que estou sozinho?

Gilson Costa