terça-feira, 29 de março de 2011

A Lição do Rato...


Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!

A galinha disse:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e disse:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !

- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:

- O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.

No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente  ao hospital. Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se de que quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
O que é ruim para alguém é ruim para todos...
O problema de um é problema de todos!
Somos parte da corrente, não temos como ficar alheios ao que nos rodeia.
'Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos"

sexta-feira, 25 de março de 2011

nossa troca virtual


Esse desejo insano
que me consome,
me aquece as fantasias
me inspira...

Me alimento em suas poesias...
elas rompem todas minhas barreiras
que me levam
e elevam do meu ser...
que transcendem meu corpo.

Corrompem os meus sentidos...
mistura os nossos espíritos
todas às  noites..

Me vejo em ti...
Te sinto...
aqueces a minha existência
esqueço de tudo...

Nos instantes delirantes
onde sinto o teu toque...
satisfação toda minha.

E se é realmente não sei
sinto que arde um fogo....
incendiando nossos sonhos
compartilhando cumplicidade
num desejo interminável...

Adoro essa nossa troca virtual,
pois te sinto como real !!

*Desconheço o autor

Eu te devoro...

eu te devoro em pensamentos
e na minha nada casta
imaginação
te vejo nua,
roupas pelo chão
te vejo minha
submissa, a disposição
eu te devoro
em minhas poesias
que de santas, não tem nada
percorro teu corpo
em minhas madrugadas
sinto teu gosto...
teu perfume é minha alvorada
eu te devoro
a cada pedaço,vagarosamente
sorvendo cada desejo teu
futuro mais que presente
pois em minha devassa mente
voce ja me pertence
Gilson Costa

quinta-feira, 24 de março de 2011

E como seria nos dois


E como seria nos dois
Sinfonia
Química pura
Ou uma expressão
Algébrica de difícil solução...

E como seria nos dois
Regra ou exceção
Soma ou divisão
Rio ou oceano
Seda
Ou qualquer outro
Tipo de pano?

E como seria nos dois
Côncavo e convexo
Ou tudo sem nexo???

Gilson Costa

UM começo, o Meio e o Fim


No meio do começo havia um fim,
Havia um fim no meio do começo...
Fim que se julgava o começo,
Um começo que não tinha meio
E não justificava o fim,
O meio longe do começo
E distante do fim...
No começo do fim havia um meio
Havia um meio no começo do fim,
Começo que já era o fim
Fim que não sabia o que era meio
E o meio perdido entre
Estes dois extremos
Não sabia se era o começo do fim
Ou o fim de um começo...

Gilson Costa

A mulher que passa


Meu Deus, eu quero a mulher que passa
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!
Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pelos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me concontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacífica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.


Vinícius de Moraes

Definitivamente...


Definitivamente
Esta na hora de fazer
Uma nova poesia,
Novas rimas, novas estrofes.
Um novo mote...

Esta na hora de ler
Um outro livro,
Esta historia acabada
Não vai dar em nada
Nem suspense, nem romance,
Menos ainda conto de fadas.

Hora de procurar
Outra estrada
Outro caminho
Visto que nesse
Continuo sozinho
E o horizonte
Cada vez mais distante
E eu caminhante errante,

Hora de buscar
Em outros universos
A inspiração para meus versos...

Gilson costa