O musico toca, recebe aplausos
A bailarina dança, recebe aplausos
O poeta escreve uma poesia triste...
As pessoas choram e ninguém dança!!!
Gilson Costa
Não se afobe, não Que nada é pra já O amor não tem pressa Ele pode esperar em silêncio Num fundo de armário Na posta-restante Milênios, milênios No ar E quem sabe, então O Rio será Alguma cidade submersa Os escafandristas virão Explorar sua casa Seu quarto, suas coisas Sua alma, desvãos Sábios em vão Tentarão decifrar O eco de antigas palavras Fragmentos de cartas, poemas Mentiras, retratos Vestígios de estranha civilização Não se afobe, não Que nada é pra já Amores serão sempre amáveis Futuros amantes, quiçáSe amarão sem saber Com o amor que eu um dia Deixei pra vocêChico Buarque