terça-feira, 11 de setembro de 2012
Das coisas e você!
Das noites que passo sem você...saudades e tristezas
dos dias que passo sem você...medo e incertezas
do minuto que te vejo na minha frente...apenas belezas
Dos receios que vivem em mim...a falta tua
dos desejos que carrego no peito...você nua
das esperança de te-la novamente...continua
Da vontade de acordar ao teu lado...para sempre
de voltar aos teus braços..esta na minha mente
e não ter você no passado...sempre no presente
Do teu nome que minha alma a noite...eu chamo
das poesias que eu lhe escrevo...e declamo
só para tentar dizer e fazer entender...Eu te amo!
GILSON COSTA
A não liturgia de um amor moribundo
Amaras e não serás correspondido
Derramaras lagrimas por quem não merece
Muitas portas se abrirão, mas terão muitos
Muros entre você e elas
Alimentara a esperança com um alimento
Fraco, sem sustentação, porém é isso que ira
Proporcionar noites intranqüilas de sono!
Agora em contrapartida sua solidão e angustia
Irão se fartar de si será um laudo banquete
Em madrugadas quentes e insones
Amaras arrependida sem arrependimento mesmo em meio a dor
Amaras eternamente mesmo que o eterno seja algo fugaz
Amaras
E mesmo em meio à escuridão, em meio a toda a possibilidade
Acreditaras neste amor moribundo que já nasce morto para
este mundo,
Mas
Amaras...
Amaras o silêncio, a ausência, a tristeza e o vazio, amaras
a falta.
Fará de tudo isso seu altar e ao teu redor respirara o ar da
incompreensão,
Mas mesmo assim amarás
Sempre
Amaras...
Gilson Costa
Meus átomos
Preencha os vazios entre os meus átomos
já que, como partícula, sou você
como fusão de sentimentos
e elementos instáveis
ha muito deixei de ser eu
Preencha os vazios entre os meus átomos
seja quântica, expandindo seu universo
em mim...
Que o meu silêncio que tudo a você fala,
que a minha energia, que em mim não para
que as constelações que habitam em mim
leve minha luz até você
quem sabe assim possa estudar-me
eu possa então, realmente ser seu
mais um dia de possibilidades...
Gilson Costa
Guerra
Estava meu País em paz
a semear a minha terra
chegou seu exercito fulgaz
a me declarar guerra
Querendo me dominar
invadir minha seara
depois de me adubar
tua calma é que me sara
A principio tentei reagir
lutar contra esta corrente
mas não tinha como fugir
ja dominava minha mente
Veio com força, sua dominação
meu corpo ao seu foi entregue
subjugou-me, desejo e paixão
por mais que eu te renegue
Gilson Costa
domingo, 9 de setembro de 2012
Posse eterna tua
Ao ver-te me apresso
me entrego a este amor
que eu consumo, que me consome
Caio em sua frente
mesmo em riste
Rendendo homenagem a quem conduz,
meus desejos por teu
corpo por mim várias vezes conduzido,
Minha falsa autonomia, te pedia.
Minha carne ansiosa te buscava,
Cada palmo dela tateava para encontrar a tua
Oh! Senhor de mim.
Este vicio q m acompanha
aquele que preciso pra restaurar minhas forças,
Teu perfume, beijos, braços...
entradas perigosas aonde eu me perco
Me perco em você
sou pouco sem você
Para total satisfação de ti.
Sou suas vontades, seus quereres, seus desejos.
Me possui e qual vida em mim,
Ensina o que sempre quis conhecer,
Como te fazer sorrir na minha dor,
Como Te fazer me adestrar,
Me educar,
Me traduzir em únicas palavras
“Posse eterna tua” .
Desejo maior não há...
sábado, 8 de setembro de 2012
As palavras calaram-se em mim
As palavras calaram-se em mim
sumiram do meu ser..assim
quando dei por conta, escaparam
e as poesias em mim...calaram..
Não sai nada aqui de dentro
e olha, isso faz tempo
surgiu em mim um deserto
seco, vazio, isso eu sei ao certo
não ha mais palavras para beijos
para inumeros desejos
para a distante felicidade
ou para companheira saudade
esgotou-se meu alfabeto
não tenho mais dialeto
gastei todo abcedario
findou-se meu dicionario
tento e procuro uma fala
sinto-me dentro de uma vala
caneta, não consigo opera-la
então minha poesia se cala
gilson costa
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