segunda-feira, 20 de agosto de 2012



Não foi o tempo, nem foi o vento...foram as coisas da vida, foi cada  
momento.

Pelo meu corpo, tudo pude sentir, da dor a alegria.
Ser livre , era tudo que queria.

Estava algemada, coração apertado procurando caminhos andei por todos os  
lados.

Viajei por entre lugares, decisões, desilusões.
Ja estive dentro de muitos corações.

Foi um tempo normal, parecia que a vida era tudo igual, algo vazio, como  
comida sem sal.

Das sombras me desliguei, uma luz no céu,
sempre enxerguei e foi por ela que sempre busquei.

O destino, nas estrelas escreveu você seria sempre meu e eu seria sempre  
tua.

Na ilusão, deixei me guiar pelo meu coração,
não tinha outro jeito, não havia ninguem para segurar minha mão.

Na solidão me encontrei, mas era em você que eu sempre pensei, onde quer  
que estava,no meu peito te carregava.

Meu amor adormeceu, quando aquele ultimo beijo,
você me deu e meus labios não mais encontrariam os seus..

sábado, 18 de agosto de 2012

Redoma


Silêncio, aqui dentro
de minha redoma de vidro
nada me atinge
o calor, o corre corre da cidade
aqui eu, na solidão
mas sem saudades
um horizonte que descortina
enche de luz e paz
minha alma, minha retina
Aqui do topo do mundo
sinto-me protegido
longe de tudo
sem mentiras nem segredos
enfrento meus medos
contemplo o por do sol
sem nehum disfarce
com um doce sorriso na face


Gilson Costa

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

E a Lua com ciúmes!


Amantes que eram não perdiam a oportunidade de se tocar. Ele viril,
intenso e constante, ela submissa, receptiva, nua de corpo e alma.

E ficava a esperar sua chegada, umedecendo-a, espalhando-a em si em um ir e vir
as vezes lento, as vezes violento...

E se tivesse lua cheia no céu ai que ele penetrava mais nela,
vigoroso, abundante,
Garanhão no cio a montar sua égua...

Era uma amor de tempos imemoriais que já suportara tempestades e
maremotos, mas ele sempre voltava para alisar aquele corpo, era uma
simbiose que culminava num encaixe perfeito... Todo dia e noite!

Era muito mais que apenas sexo, é um ato de amor incondicional, a
espera dela para sentir seu corpo sendo explorado, alisado, desejado.
Ele deslizava em toda sua pele, vinha as vezes bruto para morrer
docemente em seus braços, perdia-se para se achar em seu colo, morria
para renascer e teus beijos!

Possuir apenas era pouco, tinha que domar, tinha que invadir, tinha
que inundar, fazer a cada ato uma novidade, deixa-la sem ar. E este
vai e vem frenético dele sempre a deixava molhada, aberta e pronta
para recebê-lo, sempre.

Não havia não, não havia desculpas, só existia a entrega. Ele vinha e
ela sempre a sua espera...

E assim ele sempre a lambia despudoradamente, sempre acariciava sua
partes e sempre penetrava cada vez mais... Ela o recebia quente, sem
queixumes.

Amantes que eram passariam a eternidade a se tocarem, a trocar
fluidos, ela a chegar e lavando partes dela, ela cedendo, mas sabendo
que do teu retorno traria algo mais, a completaria.

E eu a admirar este ato de amor, senti ciúmes e inveja da minha
insignificância, tão grande a entrega que presenciei e nunca fui capaz
de envolver alguém assim, sem cobranças, sem medo, apenas o desejo de
possuir, acariciar, lamber.

La estava o mar a amar a praia, num vai e vem constante, lá estava o
mar a  lamber cada canto de areia umedecendo-a e lá esta a praia, nua,
a esperar pelo seu amante sempre...

A lua no céu admirava e sentia inveja dos amantes...!



Gilson Costa

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O silêncio que fala



 
não necessita palavras
e nem frases complexas
as vezes o que não se fala
transmite mensagens a beça...
 
o que ela me diz, calada
o meu coração recebe
cada palavra não anunciada
em gestos e olhares
em distancias nada salutares
 
em sonhos, na minha madrugada
entendo ela em mim
mesmo quando não me diz nada
 
Gilson Costa

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nossa Poesia



Fazer amor com você,
da forma que eu sempre faço
é uma arte, um prazer
é como um quadro de Picasso.

Ter a tua companhia
quando a tua luz em mim inside,
é uma paisagem, uma pintura
algo como Monet em Marine.

E teu corpo me seduz
e nele minha mão desliza
imagino que com todo este ardor 
Pintou Da Vinci sua Monalisa

E nosso amor é sinfonia
Mozart, Bethoven, sons do céu
Nosso beijo em ritmia
como o Bolero de Ravel.

E tua vida vira minha poesia
tua intensidade a minha alma inunda
versos, "batatinhas quando nasce"
nunca serei um Pablo Neruda.

E vou vivendo de saudades
e do teu amor, numa boa
o que sinto por você
da uma poesia de Fernando Pessoa...

Gilson Costa