terça-feira, 19 de junho de 2012



Você, meu direito universal,
Lei máxima do meu amor
Tenho direito a teus beijos
Durante toda minha vida
Castos ou sem pudor

É seu dever zelar por mim
Dar-me carinho e cuidados
Amor sem fim
Não conjugar no passado
E só no presente
Ter o verbo amar
Sempre em tua mente

É direito meu
Percorrer a geografia do seu corpo
Dar abraços e amassos
Que nos deixa louco,
Dedilhar cada pedaço do seu ser
É direito meu
O seu bem querer

Considerando que o reconhecimento
Deste sentimento que por você nutro
Considerando essencial
Que este amor é meu guia

Decreto como lei irrevogável
Que você seja minha

Gilson Costa

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sou sua vida



Sou sua vida
quer me queira ou não,
sou teu caminho
mesmo sozinho
terá que que me percorrer 
não adianta fugir
não adianta correr,
pois você sou eu e eu sou   você 

Sou sua tristeza e alegria
sou sua noite, sou seu dia
sou seu frio, sou seu calor,
sou seu acalanto, sou sua dor.
sou sua casa cheia, sua cama vazia 
sou sua vida

Sou o teu corpo e sua alma
sua briga interna e tua calma
sou o teu certo e o seu errado
sua virtude, seu pecado
teu presente e teu passado
sou o teu sobrenome
a chama que te consome 
sou teu menino, teu homem...

E quando olhar para trás
irá me querer mais
porque sou tua guerra

sou tua paz


Gilson Costa

domingo, 17 de junho de 2012

DESPEDIDAS





“Eu me despeço
das fagulhas soltas ao vento
que brilham por um momento
e longe do sol se ofuscam..
Mas não desisto da busca.

Eu me despeço
da ignorância diplomada
aprendizagem disfarçada
manipulando o saber...
Mas insisto em aprender.

Eu me despeço
da canalhice escrota
a bandidagem solta
corrupção a céu aberto...
Mas não desisto do que é certo. Nem generalizo.

Creio plenamente no Amor
mesmo vendo tantos morrer...
pois o sol mantém seu brilho
até em dias, que não se consiga ver.

Eu me despeço
da covardia vivida.
Quero a coragem em meu ser
e até que chegue o adeus do momento
desse meu corpo cansado pelo tempo...
Não desistirei de VIVER.

Meu espólio será a poesia
Tesouro de uma vida
por Deus capacitada
e de esperanças renovadas
pelo poder desse Amor.

E sem nenhuma dor ou mágoa,
com o sorriso da alvorada
e a estrada da vida cumprida,
Dar-se-á a derradeira despedida...."(Rose Felliciano)


Não sou mais um oceano extenso
Que vagueia em todas as direcções
Para lugar nenhum.
Não sou mais que uma estrela do mar
Que se prende ao seu destino.
Não sou mais que uma rocha,
Que vai de encontro às ondas alteradas,
Sem nada sentir.
Sou o que sou,
Apenas um ente,
Um espírito num corpo inerte,
Que persegue seus sonhos sem os sonhar.
Sou um estado de alma incompleto
Que não terminou sua transformação nesta vida,
Preso dentro de algo medroso e pegajoso.
Sou uma fachada de mim própria,
Coberta por uma máscara que já não sai.
Coberta por um medo disfarçado de pânico.
Sou um pequeno desenvolvimento
Que não cresce com o tempo.
Sou a tua história mal contada,
A tua atrocidade já mórbida,
Que o tempo apagou..
Sou a tua sombra mais obscura,
Que não encontrou saída
No teu manto de mentiras.
Sou a tua consciência que pesa-te nas memórias
De tempos idos e jamais voltados.
Sou o jardim dos teus mais sombrios pesadelos,
Que te perseguem em noites frias.
Sou tudo... e não sou nada!


“Ando precisando de alguém que não desista de mim, de alguém que não me mude, que não me rotule demais. Alguém que não me faça chorar, que não me deixe insegura. Ando precisando de alguém que segure firme a minha mão e que não me peça mais do que eu posso oferecer. Ando precisando de alguém que reconheça todos os meus defeitos, mas que enxergue também as minhas qualidades. Que me deixe sem sono e sem fala. Ando precisando de alguém que me venha a cabeça até com uma propaganda de TV, que me arraste para a cama mais cedo, que durma comigo no meio da tarde. De alguém que critique meu mau-humor e que me irrite quando eu não estiver bem. Ando precisando de alguém que me faça sorrir, que me conte verdades, que não seja mais uma pessoa qualquer. E sim que seja a pessoa. Ando precisando de alguém que seja de verdade, que seja inteiro, sem metades, sem mentiras. Que me dê colo mesmo quando eu disser não, ou que me deixe sem chão mesmo quando eu não souber mais o que fazer. Ando precisando alguém que me deixe com o coração na mão e que não me deixe dúvidas.” Rafaela Marques

Poetas são verdadeiros idiotas



Poetas são verdadeiros idiotas quando amam! Vendem seus ‘poemas baratos’ por trocadilhos ainda mais estúpidos. Poetas são tolos quando amam. Culpa os astros por sua infelicidade, o álcool por suas necessidades. Poetas são por vezes transversais de uma virtualidade colorida, incompreendidos em rima de plano radial. E quando quiçá compreendidos... “Deus escreve certo por linhas tortas”; Poetas escrevem o certo logo após as tortas linhas!

MARIA CLARA DE CLARO LIRA

sábado, 16 de junho de 2012

QUANDO UM CAPÍTULO SE ENCERRA



Somos nossas memórias e o que elas representam em nossas vidas. Quando essas lembranças, que há anos serviram como balança para separar o certo do errado, o que realmente importa do que é banal, o bem do mal, de repente, sem aviso, simplesmente perdem o significado, nos perguntamos: o que acontece agora?

No ciclo normal de nossas vidas, quando um capítulo é encerrado, temos, por base na premissa deixada nas últimas páginas, uma expectativa do que virá a seguir. Mas, e se o capítulo se encerra por si mesmo? Não que não haja expectativas quanto ao conteúdo de capítulos vindouros, apenas não há mais a sensação de ter havido um “antes”. Tal capítulo é encerrado talvez sem um fim que amarrasse todas as pontas soltas, mas, ainda assim, com a sensação de uma obra completa. Um capítulo que se encerra, como se encerrado fosse todo o livro. Assim sendo, o próximo capítulo não tem o gosto de uma seqüência angustiante, intrigante ou emocionante. É meramente o início de um novo livro dentro da mesma capa.

Todos nos definimos em algo, como algo, para algo. Tendo como definição pessoal, um conflito entre a insatisfação com o presente, um passado agridoce já desaparecendo na memória e um sonho aparentemente inalcançável de futuro, estranhamente perdido toda a importância após uma noite de sono, o que lhe resta? Se o passado não importa, e o futuro não é mais um deslumbre infantil; estando a base que o tornava ciente de quem você é transformada em uma folha em branco, ouso lhe perguntar: Quem você é agora?

Bruno César