quarta-feira, 11 de abril de 2012

Se faz só, em meio a tanta gente!

A multidão se faz só
em meio a tanta gente...
cada manhã pode ter um tom
diferente...
Sim,
Cansamos de ir atrás
de respostas,
de se esconder ao fechar
a porta,
de escrever certo
em linhas tortas!

A multidão sozinha
entre tanta gente,
buscando de forma,
até indecente,
rumores de amores
desesperadamente...

Mas o amor silencia
nas madrugadas,
sem beijos, abraços
e sem nada...
Fazendo um barulho
dentro de nos
tampamos os ouvidos
mas ainda escutamos
a sua voz...

A dizer coisas
que nosso coração
insiste em não entender,
e fica a gritar feito louco
até o alvorecer...

Difícil esta linguagem
que se faz concreta e
se faz miragem,
mas que não nos apetece,
feito sonho intenso e bom
que de dia desaparece...

E de dia ficam as emoções
de nosso noturno mergulho
e são elas agora,
que em nos farão seus
devidos barulhos...


Gilson Costa


terça-feira, 10 de abril de 2012

Maria...



Maria que era Aparecida e que ia com as outras,
Das Dores  de Fátima vivia da Graça, Maria.
Madalena que não era santa, também é Maria,
Dolores...
Maria e seus amores  que são tantas em uma  só
Primeira entre tantas e de bendito fruto
Em nossa terra...
Maria
Quem nunca pecou atire a primeira pedra
Glória, Ana, Rita... Bendita
A do Sertão, Bonita.
Bethânia cantora
Da Penha virou lei
Antonieta, mulher de rei
Maria
Mãe, irmã, mulher, tia
Nossas muralhas , fortalezas
O Senhor é convosco
De sorrisos suaves
Pura poesia
Ave Maria

Gilson Costa

domingo, 8 de abril de 2012

Na corda bamba. Abismo!



Andamos em um abismo, em cima de uma corda bamba.
Se o amor nos da asa e proteção
Pode ser a causa, também, de nos levar ao chão.
E a queda dói, machuca e causas feridas
Que não cicatrizam em uma só vida.

Andamos perto de um precipício
Com vendas nos olhos
Tentando voltar ao inicio
Da pureza de nossos sentimentos
Não somos mais pipas ao vento
Repleto de saudades
Somos passarinhos colhidos em meio a tempestades.

Sem rumo, sem norte e sem chão.
Somos amor e já não mais paixão
E se continuar a cambalear
Nesta estrada da vida, que às vezes é rota.
Tenha certeza que o amor morre, 
como a paixão esta morta...




Gilson Costa

E é este texto


impresso em teu corpo 
que eu quero ler e reler
em braile
com as pontas dos meus dedos
com a ponta da minha lingua

Gilson Costa

terça-feira, 3 de abril de 2012

Seus pedaços...


E recolheu seus cacos, pedaços de sonhos, amores. Pedacinhos dela caidos pelo caminho e resolveu seguir vivendo , outros sonhos, outros amores, mas na mesma vida com outras atitudes!

Gilson Costa

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Soneto: Queria ser poeta...




Se eu fosse poeta, seria feliz
Não teria vergonha de mostrar meu pranto
E saberia transformar em canto
As palavras-dores que meu peito diz.

Se eu fosse poeta, seria aprendiz
E quando aprendesse ensinaria tanto
Sentiria um misto de paz e espanto
Quando eu recitasse um verso que fiz.

Mas não sou poeta, não tive essa graça
Por mais que eu deseje, o que quer que eu faça
Em versos meus ais, não sei traduzir.

Se eu fosse poeta, essas minhas dores
Eu as curaria com versos de amores
Não sendo poeta, só as sei sentir.

Brás Costa

domingo, 1 de abril de 2012

Só o que nos é conveniente...


Enxergamos aquilo que nos é conveniente,
Vemos segurança em areia movediça
Vemos companhia em plena solidão,
Enxergamos amor onde há outros sentimentos...

Enxergamos horizontes onde existem muros
E vemos muros em muitos horizontes.

Enxergamos apenas aquilo que queremos ver,
Para o restante viramos a cara, fingimos,
Que não existem...

Mas sempre estarão lá e um dia, mais cedo,
ou mais tarde,
poderemos tropeçar naquilo que não queremos ver...

Gilson Costa