segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Comportada


 
Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."
 
Maria de Queiroz

Há distâncias que aproximam...

Há distâncias que aproximam, mas há proximidades que afastam!!!

domingo, 11 de setembro de 2011

Há palavras que nos beijam

 
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'

Afinal, há é que ter paciência

 
"Afinal, há é que ter paciência, 
dar tempo ao tempo.
Já devíamos ter aprendido,
e de uma vez para sempre,
que o destino tem de fazer muitos rodeios
para chegar a qualquer parte." 
(Saramago)

Ela procurava o príncipe

Ela procurava o príncipe,Ele procurava a próxima...
Ela olhava pra ele, Ele olhava pra todas...
Ela queria ELE, Ele queria UMA...
Ela fazia planos, Ele destruia...
Ela descobriu que ele era único,
Ele descobriu que ela era so mais uma...
Ela sonhava acordada, Ele tinha insônia...
Ela desistiu e Ele se arrependeu...
E entao Ela descobriu que Ele era só mais um...
E Ele...Ele descobriu que ela era ÚNICA
http://andrearetrato.blogspot.com/2011/08/ela-procurava-o-principe.html

Eternamente Feliz

Eternamente Feliz

Quando você passa eu só vejo você
Se a lua brilha em seu rosto sou eu
Seu pretendente

Se as subidas não te cansam sou eu
Que te carrego sem você perceber
Constantemente

Eu te mostro a verdade do mundo
Mas você não é capaz de aceitar
A felicidade

Eu sei vai te tocar a luz do amor

Mas se a vida te der alguém melhor que eu
E se o amor vencer todos os preconceitos
Que você seja feliz, feliz
Seja Feliz
Eternamente

Sem mágoas!

 
Jenário de Fátima

Amei-te tanto amor... amei-te tanto!
Fostes meu ar, fostes meu alimento.
Fostes meu colo, abrigo, meu alento,
Fostes meu sono ao embalo do acalanto...

Contudo amor... contudo, entretanto...
Só eu vivi total deslumbramento,
Prá ti eu fui qual uma flor ao vento
Que logo estoura e perde seu encanto.

Culpar-te amor? ...Culpar-te já não posso!
Foi o meu sonho de um mundo só nosso,
Contra teu medo de viver a dois.

Mágoas não tenho amor... Porque teria?!
Se conheci contigo a fantasia
... Mesmo eu ficando assim tão só depois...