segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
D'ocê
se eu acreditasse em um amor mais forte que a morte
se eu acreditasse em um amor mais forte
se eu acreditasse em um amor
se eu acreditasse
se eu
se
.
(não fosse o se
eu teria escrito
um bonito poema de amor.)
Não acredito em amor de vidas passadas.
Hoje estou duvidando até do amor, simples. Mas passa.
(E logo volto a ser trouxa.)
Talita Prates
Ninguém...
Ninguém é tão forte que nunca tenha chorado.
Ninguém é tão auto-suficiente para nunca ser ajudado.
Ninguém é tão fraco, que nunca tenha vencido.
Ninguém é tão inválido que nunca tenha contribuído.
Ninguém é tão sábio que nunca tenha errado.
Ninguém é tão errado que nunca tenha acertado.
Ninguém é tão corajoso que nunca teve medo.
Ninguém é tão medroso que nunca teve coragem.
Ninguém é tão alguém que nunca precisou de alguém!
Ninguém é tão auto-suficiente para nunca ser ajudado.
Ninguém é tão fraco, que nunca tenha vencido.
Ninguém é tão inválido que nunca tenha contribuído.
Ninguém é tão sábio que nunca tenha errado.
Ninguém é tão errado que nunca tenha acertado.
Ninguém é tão corajoso que nunca teve medo.
Ninguém é tão medroso que nunca teve coragem.
Ninguém é tão alguém que nunca precisou de alguém!
Vive, dizes
Vive, dizes, no presente:
Vive só no presente.
Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as coisas que existem, não o tempo que as mede.
O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras coisas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.
Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
Eu devia apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.
Alberto Caeiro, um dos heterônimos de
Fernando Pessoa
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
O meu olhar...
Quiseram ver
Através do meu olhar
Descobrir o que há
Em meu ser.
Quiseram...
Mas não é fácil
Adentrar em minha alma
Tempestuosa para uns
Falsa para outros ou eclética
Pra mim...apenas poética.
Quem dera em um olhar
Já mostrasse o mapa de alguém
As alegrias e tristezas
Que lá o fundo contém
Ou o fingimento, quando isso convém;
O meu olhar hoje
Traz paz, carinho e esperança.
Às vezes desnuda o que olha
Às vezes plácida feita criança
Mar revolto e porto seguro
Postos no presente
Sem perder o futuro...
Quiseram conhecer-me
Pelo olhar
Quiseram sim...
Mas acho que minhas palavras
Falam muito mais de mim
Gilson Costa
PLÁGIO E MAIS PLÁGIO
O futuro ira dizer
Se conseguiram me plagiar
Imitando meu beijo
Imitando meu olhar
Sem contar com o jeito,
Este não digo nada,
Do meu abraço, minha pegada.
Plagia-se só o que é bom
Mas às vezes não acha o tom
E o tempo vai então mostrar
Quem ousou e conseguiu
Me plagiar
Possa ate me superar
Mas igual nunca será
Quem ousar me plagiar
E a você querer amar
MAIS PLÁGIO
Novamente ousa me plagiar
E plagiam a nos também
Todos podem ate tentar
Mas amar você como eu... ninguém
Ter você pretensamente
ConstaNte na alma e na mente
De ti estar repleto
Ao teu lado... completo
E novamente estou a plagiar
Ofuscado por tua beleza
Tentando me recriar
Fazer parte de sua natureza
Para saciar os desejos seus
Plagio Eros e até Zeus..
Gilson Costa
Ahhhh o amor...!
Amor é egoismo a dois - Sra Stael
O amor é egoismo de dois - Amado Nervo -Poeta Mexicano
Logo:
Amar é ser egoita - Gilson Costa
Infinito enquanto dure - Vinicius de Moraes
O amor é eterno enquanto dura - Henri François
Amor eterno é oque dura enquanto existe - Sofocleto
Logo
Amor eterno..so em conto de fadas e olhe lá - Gilson Costa
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