terça-feira, 9 de novembro de 2010

Encante-me



Encante-me...
Já estou cansado de desilusões,
Palavras ditas
Mas que contradiz as ações.

Encante-me
Enjoado estou dessa maré
Ora vai, ora volta
Difícil assim em alguém
Ter fé...

Encante-me
Preciso de paz
Preciso de calor
Preciso desesperadamente
Acreditar no amor

Encante-me

Gilon Costa

Me Encante ● Pablo Neruda

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Viver sem você - poesia de 2006


Viver sem você... (Gilson Costa/Clau Ramos) 29/04/06

Viver sem você
é complexo,
Teoria de Física
sem nexo...
é ter tesão
e não fazer sexo...


Viver sem você
é regra da Lingua Portuguesa
Antítese acentuada!
Tremer de frio no calor
sonhar estando acordada
Te odiar de amor
se por você odiada e amada...


Viver sem você
é ter religião que se negue
é faltar um pedaço da minha pele
é pedir para a vida, o fim
viver sem você
é a loucura de aprender
a viver sem mim...


Viver sem você é me esquecer
olhar no espelho e não me ver
sair na chuva e não me molhar
Olhar para a Lua e não se encantar


Viver sem você
é cantar uma musica sem nexo
compor uma poesia sem rima
é fazer de 1+1 um problema complexo
e do futuro uma sina...


Viver sem você
é andar por ai sem rumo,
perder meu norte e meu prumo
perder tudo que contigo ganhei,

Viver sem você?
Sinceramente,
Eu não sei...

domingo, 7 de novembro de 2010

É sempre assim


É sempre assim

Grito,corro,choro,mordo...

Falo alto,busco outra direção

Começo outra vida,contrario

Anarquizo,enlouqueço,esmoreço

Componho a raiva,

Mostro os dentes,dou a volta

Fujo da raia

Mas, quando te vejo...

Amoleço,perco a pose,a postura

Nem mais enxergo

Fico boba,um pouco tonta

Esqueço a raiva

As dúvidas que pairavam no ar

Perdem o sentido,tudo fica lindo

Me sinto aquecida,protegida

O ar fica leve,o riso fica solto

As pernas tremem

O coração entra no ritmo

E fico absolutamente pronta

Pra te amar


É sempre assim...


(Silvana Cervantes)

Impossível deixar de procurar-te em mim



busco-te nos componentes do meu sistema,
nas harmonias e vias da minha anatomia,
nos adereços e endereços da minha beleza

busco-te nas veias do meu coração,
nas tendências fetais e atuais dos meus anseios,
nos roubos e arroubos das minhas quimeras

busco-te nas vísceras do meu pranto,
nas entranhas estranhas do meu paraíso,
nos rogos e fogos das minhas orações

busco-te nas secreções do meu labirinto,
nos hormônios binômios dos meus desejos,
na produção e liberação das minhas indigências

busco-te nos excrementos do meu pensamento,
nos cantos encantos das minhas ilusões,
nas ações e proscrições dos meus venenos

busco-te nas linfas e tecidos da minha perdição,
nos ruídos fluídos do meu pranto,
nas bisonhas e medonhas vias do meu coração

busco-te nos estímulos dos meus músculos,
nos raptos inaptos dos meus prazeres,
nos deslizamentos cruentos das minhas contradições

busco-te nas captações dos meus neurônios,
nas manhas barganhas dos meus desafios,
nas repulsões e compreensões dos meus impulsos

busco-te na concupiscência das minhas ereções,
nas meninas meninos das minhas fantasias,
nos vampiros e suspiros dos meus temores

busco-te nos ares das minhas inalações
nas correntes assentes da minha pornografia,
nos casticismos e cinismos dos meus pretextos

busco-te nas cartilagens dos meus ossos,
nos rígidos e hígidos arcabouços da minha essência,
nas sustentações e proteções dos meus caminhos

busco-te nas terminações dos meus sentidos,
nas ordens e desordens dos meus estímulos,
nos pulcros sepulcros dos meus significados.

busco-te nas interrelações do meu corpo,
nas dependências e pendências da minh'alma,
nos bruxedos e brinquedos dos meus sonhos

busco-te, enfim, em cada uma das minhas veleidades,
nos êxtases e ênfases da minha inspiração,
nos domínios e fascínios de todos os meus ais.

encontro-te em mim,
mas não me encontro em ti...


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz.
Rio de Janeiro, 21 de março de 2009 – 19h39.
http://silviamota.ning.com/profiles/blog/show?id=5503497%3ABlogPost%3A68597&xgs=1&xg_source=msg_share_post

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

De você eu quero...


De suas mãos
Eu quero o carinho
e a certeza de te-las
segurando as minhas
quando dificultoso
for o caminho...

De teu olhar
quero ser o foco
e quero ver o brilho
ter a certeza
de serem meus faróis
quando no escuro
eu estiver sozinho...

Da tua boca
milhares (e)ternos beijos
quero sussurros e gemidos
mas quero palavras de ordem
de força e coragem também
quando minha vida
não estiver indo bem...

De teus braços
quero o abraço
a certeza de noites seguras
para curar meu cansaço..

De seu corpo
eu quero a aventura
descobrir cada segredo
em cada curva tua
de você eu quero você...
toda
  
Gilson  Costa

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ESPELHO EM CACOS *


Diante da tua prepotência
O meu amor virou fortaleza.

Do contrário, como fazer para...
... enfrentar um deserto que não se sacia?
... comover um coração de aço?
... lidar com carícias farpadas?
...absorver palavras duras e olhos afiados?

A ternura fez-se vingança impiedosa
O sorriso lâmina furiosa
Sobre qualquer possibilidade de perdão.

Coloco minhas cicatrizes a postos
Para enfrentar o teu dragão de certezas
Pois não precisas de armas
Só de tua imprecisa sede de vitórias

Nada pode alcançar o teu poço de holofotes
Onde há muito desaparecestes
Ao te ofereceres como prêmio
Em troca de milhares de vazios
Com que preenches
Tua covardia
Frente ao espelho
...em cacos]


[20/06/2008]
* Poema Inédito
(Imagem:Google)

MENDONÇA, Silvia - Poetas e Escritores do Amor e da Paz - URL: http://silviamota.ning.com/profiles/blogs/espelho-em-cacos - 31/10/2010